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MEU ALENTEJO

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

MEU ALENTEJO

28
Jun09

XIV FACAL 2009 - de 2 a 5 de Julho em Almodôvar

silvia

Neste próximo mês de Julho, Almodôvar entra em festa com a décima quarta edição da Feira de Artes e Cultura, que acontece de 2 a 5 de Julho, no Campo das Eiras.
A XIV FACAL já conta com cerca de uma centena de expositores inscritos que aproveitam esta data para divulgarem os seus produtos e aquilo que de mais tradicional existe não só no Alentejo como no nosso país.
Quanto ao programa, os cabeça de cartaz desta edição de 2009 já estão definidos, são eles “Irmãos Verdades” no dia 2 (quinta-feira), “Deolinda” no dia 3 (sexta-feira), “Just Girls” no dia 4 (sábado) e “Rita Guerra” no dia 5 (domingo).
Do extenso programa de iniciativas que decorrem durante este certame, que já é reconhecido por muitos como um dos principais do Baixo Alentejo, destacam-se ainda os diversos colóquios que irão ocorrer no Pavilhão da Câmara Municipal de Almodôvar e que este ano serão subordinados às temáticas do “Turismo e Natureza- Apresentação de Projectos Turísticos para Almodôvar - Parque de Campismo de Almodôvar e MontNabo Resort Camp & Spa ”; “Apoio ao Desenvolvimento Económico - Pão de Almodôvar - proposta de certificação de produto” que vai contar com a presença de uma Delegação Regional da Associação Comercial do Distrito de Beja em Almodôvar; e Colóquio PROVER de Almodôvar Valorização dos recursos silvestres do mediterrâneo - Proposta de uma estratégia para as áreas de baixa densidade do Sul de Portugal.
Programação

 

26
Jun09

Alentejo, Limpando o Trigo,

silvia

Alentejo
Lingua e Cultura nos meados do sec. XX
Badejar- Limpar o trigo com o crivo para tirar algumas impurezas.
Caleira- Peça de couro com que os ceifeiros, no Alentejo, resguardavam a mão esquerda dos cortes da foice que manejavam com a mão
Ceifar- Cortar cereais ou outros vegetais com foice, gadanha* ou máquina ou outro instrumento apropriado. Cortar, segar.
Ceifeira- Mulher que trabalha na ceifa, que sega as searas; máquina para ceifar
Ceifeiro- Homem que trabalha na ceifa, que sega as searas.
Coanha- Palhiço. Vassoura feita de giesta verde com que na eira se separam do grão os detritos da palha, que na limpa, atirando com pás de madeira o cereal contra o vento, sempre ficam mais ou menos no monte de trigo ou centeio já limpo. Coanho. Conho.
Cereal- Relativo a pão, próprio para pão. Designação aplicada a qualquer semente ou fruto capaz de ser reduzida a farinha rica em amido e susceptível de ser empregada na alimentação do homem e às plantas que a produzem. Os principais cereais, que pertencem quase exclusivamente à família das gramíneas, são: o trigo, cevada, centeio, aveia, arroz, os vários milhos e o sorgo. A sementeira de cereais(trigo, centeio, cevada e aveia) fazia-se do seguinte modo: Atava-se a ponta de uma corda ou cordel a uma parte de um saco e a outra ponta ao fundo do mesmo saco, do mesmo lado, pondo-se o saco à tiracolo, sobre a anca esquerda, com a boca para a frente. O agricultor vai andando, com passo certo e com a mão direita, vai buscar à boca do saco punhados de grão que, com arte, espalha por igual sobre todo o terreno.
Debulha- Operação que consiste na separação das espiga dos grãos de milho, trigo, centeio, cevada ou aveia, ou das vagens secas o feijão ou grão de bico, trabalho feito nas eiras ou em casa.

 

20
Jun09

O meu Alentejo

silvia

Meio-dia. O sol a prumo cai ardente,
Dourando tudo…ondeiam nos trigais
D´ouro fulvo, de leve…docemente…
As papoulas sangrentas, sensuais…

Andam asas no ar; e raparigas,
Flores desabrochadas em canteiros,
Mostram por entre o ouro das espigas
Os perfis delicados e trigueiros…

Tudo é tranqüilo, e casto, e sonhador…
Olhando esta paisagem que é uma tela
De Deus, eu penso então: onde há pintor,

Onde há artista de saber profundo,
Que possa imaginar coisa mais bela,
Mais delicada e linda neste mundo?!

Florbela Espanca - Trocando olhares - 11/05/1916
Observa-se a refundição definitiva deste soneto em “Alentejano”, do livro “Sóror Saudade”.

14
Jun09

Anedotas Alentejanas

silvia

Anedotas de AlentejanosUm alentejano apanha um comboio para ir ao Porto e senta-se ao lado de um senhor muito bem vestido. O alentejano começa a olhar e pergunta:
- Por acaso você nunca apareceu na televisão?
Ao que o Sr. responde:
- Sim, eu costumo ir a muitos concursos de cultura geral e por isso o Sr. deve-me conhecer daí. Como a viagem vai ser longa, você por acaso não quer fazer um jogo comigo?
- Pode ser. - Respondeu o alentejano.
- Então fazemos assim: como eu tenho mais cultura que o Sr., você faz-me uma pergunta sobre um assunto qualquer e se eu não souber responder, dou-lhe 10 contos. A seguir faço-lhe eu uma pergunta e se não souber a resposta, dá-me só mil escudos. Concorda?
- Vamos a isso. - respondeu o alentejano confiante.
- Então eu faço-lhe a primeira pergunta. Diga-me o nome da pessoa que escreveu "Os Lusíadas", aquele poeta só com um olho, que dignificou Portugal?
O alentejano começa a pensar e passados alguns instantes diz:
- Nã sei. Ê nã sei leri.
- A resposta era Luis de Camões. Dê-me os mil escudos e faça-me uma pergunta qualquer.
- Tomi. Bem, qual é o animali que se o encostar a um chaparro sobe-o com quatro patas e desce-o com cinco patas?
- Olhe, essa nem eu sei. - respondeu o homem muito admirado.
- Então passe para cá os 10 contos.
- Tome. Mas agora diga-me, que animal é esse?
- Tamém nã sei. Tome lá mil escudos.

10
Jun09

O Milagre de Ourique

silvia

 

Conta a lenda que a Batalha de Ourique foi o momento decisivo da independência do pequeno condado portucalense e que, no fim da peleja, D. Afonso Henriques foi
aclamado pelos combatentes como Rei. Era noite. Véspera de batalha. Os guerreiros tentavam descansar. Nas coloridas tendas mouras o movimento fora intensíssimo durante todo o dia. De cinco reinos havia chegado homens aguerridos, decididos a não deixar progredir o pequeno exército dos cristãos. Tinham vindo muitos de Sevilha e de Badajoz para se juntarem à hoste composta por gente de Elvas, Évora e Beja. Diz-se mesmo que tinha vindo gente de além-mar.   Durante o dia, não tinha havido descanso para ninguém. As setas tinham sido cuidadosamente afiadas e guardadas nas aljavas. Os velozes alfarazes da cavalaria moura tinham tido ração suplementar e relinchavam respondendo aos puros-sangues árabes dos grandes senhores que, impacientes, esperavam pela acção, pelo combate. Enfim, era noite e a algazarra que pairava todo o dia sobre o arraial esmorecera um pouco e só se ouvira como que um zunir de moscas. No acampamento cristão pairava o silêncio. Também os ginetes da guerra estavam prontos e impacientes, as espadas tinham sido afiadas, os peões haviam experimentado as bestas para que tudo corresse como desejavam. Os guerreiros descansavam nas tendas, recostados em leitos improvisados com as peles dos animais mortos, lá mais ao norte, nas selvas que bordejavam as suas tendências e propriedades. Também Afonso Henriques estava recostado na sua tenda. Dera ordem para que ninguém o incomodasse. Não conseguia dormir. Pensava na batalha do dia seguinte, na enorme cópia de gente moura contra a sua minúscula hoste. Corria até que o exército árabe tinha uma ala de mulheres guerreiras... Mas, era necessário vencer... Deus se encarregaria de se mostrar ao infiel o seu poder pelo braço do guerreiro. Semi-adormecido, apareceu-lhe como que um sonho, um ancião.
Fez sobre ele o sinal-da-cruz, chamou-lhe escolhido por Deus e alertou-o da batalha.
Entretanto, apareceu-lhe um escudeiro, que vinha dizer-lhe que estava ali um velho que
queria falar-lhe com muita urgência: Afonso Henriques viu, diante dos olhos, bem despertos, o velho do sonho:
- Tu, outra vez? Quem és afinal, ancião? O que me queres?
-Quem sou não interessa... Acalma-te e ouve o que venho dizer-te da parte de Jesus, Nosso Senhor: daqui a instantes, quando ouvires tocar os sinos da ermida onde há já sessenta e sei anos vivo, deves sair do arraial, só e sem testemunhas. É isto o que ele manda dizer-te! Antes do guerreiro abrir a boca, o velho desapareceu na noite, sem deixar rasto. Daí a instantes, soou, efectivamente, o sino da ermida e Afonso Henriques pegou na espada e no escudo, com gesto quase automático, saiu da tenda embrenhando-se na noite, sem destino, só, como lhe fora recomendado. Subitamente, um raio iluminou a noite e de dentro dele saiu uma cruz esplendorosa. Ao centro estava Jesus Cristo rodeado de anjos. Afonso Henriques, ajoelhado, deixou-se ficar boquiaberto, sem saber o que dizer, sem se atrever a quebrar o instante, até que dentro de si, ouviu Jesus dizer-lhe:
-Afonso, confia na vitória de amanhã. Confia na vitória de todas as batalhas que empreenderes contra os inimigos da Cruz. Faz como a tua gente que está alegre e esforçada. Amanhã serás rei... Apagou-se o céu e a visão celestial desapareceu, como viera. No dia seguinte a batalha foi terrível. Os mouros eram aos milhares e avançavam ferozmente contra os guerreiros de Afonso Henriques. Ao Primeiro embate muitos homens caíram no chão trespassados pelas lanças. Puxou-se então por espadas e alfanges e a planície foi invadida por um tinir de ferros misturados com a gritaria de toda aquela multidão e os relinchos doloridos dos cavalos feridos. Durante muito tempo, foi um verdadeiro inferno. Os guerreiros cristãos, porém, levaram a melhor. Os mouros sobreviventes, fugiram pela planície fora, deixando os cadáveres naquele imenso chão. Do lado cristão também eram muitos os mortos e feridos, mas os sobreviventes proclamavam a vitória, gritando:
-Real! Real! Por Afonso, Rei de Portugal!
Diz a tradição que nesse momento e em memória do acontecimento, o rei pôs no seu pendão cinco escudos, representando os cinco reis mouros que derrotara. Pô-los em cruz, pela cruz de Nosso Senhor e dentro de cada um mandou bordar trinta dinheiros, que por tanto vendera Judas a Jesus Cristo. Esta é a patriótica lenda com que os portugueses quiseram perpetuar um facto que na realidade foi bem diverso.

Wappen der Stadt Ourique

07
Jun09

Pois no Alentejo nasci

silvia

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Assim já cantei um

dia                             

Pois no Alentejo nasci

Ali amei e sofri

E ao meu povo eu entendia

Pastel de grão é azevia

Massa frita é brinhol

Piolho cata-se ao sol

À lenha chamam molheta

O zangado diz punheta

Sapateiro usa cerol

 

A frigideira é sertã

Uma tigela plangana

Mulher de graças é magana

Falar mal é coisa vã

Cama de molas divã                                   

E quem dança está balhando

Chover pouco é morraçando

A gasosa é um pirolito

Qualquer cão é um canito

chorar baixo é chomingando

 Ao leite chamam-lhe lête

Um bacio é um penico

Um desmaio é um fanico

Um canteiro é alegrete

O soutien é um colete

Do pão duro fazem migas

São saias quaisquer cantigas

Grão cozido é gravanzada

Qualquer pessoa é coitada

 E as amantes são amigas

 

Emprestar é repassar

Mentiroso é trapacêro

Amolador é um gatêro

Ir a mondar é escardar                   

Chatear é amolar

Do pobre diz-se infeliz

A igreja é uma matriz

Cafeteira é choclatêra

Coisa torta é pernêra

E é o povo que  assim diz

 

Um barril é um porrão

E a garagem é cochêra

Chouriço preto é cacholêra

Preguiçoso é lazerão

Homem do campo é ganhão

Chama-se fosso a um vale

Almofariz é um gral

Sopas frias é gaspacho

Viver bem é ter um tacho

( versos cantados por António Pinto Basto)

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