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MEU ALENTEJO

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

MEU ALENTEJO

23
Dez09

PARA TODOS OS ALENTEJANOS UM SANTO E FELIZ NATAL

silvia

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Quando um Homem quiser!

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

 

José Carlos Ary dos Santos

 

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Paz
__________________União
_________________Alegrias
________________Esperanças
_______________Amor.Sucesso
______________Realizações★Luz
_____________Respeito★harmonia
____________Saúde★..solidariedade
___________Felicidade ★…Humildade
__________Confraternização ★..Pureza
_________Amizade ★Sabedoria★.Perdão
________Igualdade★Liberdade.Boa-.sorte
_______Sinceridade★Estima★.Fraternidade
______Equilíbrio★Dignidade★…Benevolência
_____Fé★Bondade_Paciência..Gratidão_Força
____Tenacidade★Prosperidade_.Reconhecimento
- ¨.•´¨) . ×`•.¸.•´× (¨`•.•´¨). ×`•.¸.•´× (¨`•.-
- ¨.•´¨) . ×`•.¸.•´× (¨`•.•´¨). ×`•.¸.•´× (¨`•…“

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21
Dez09

Os Cantares da Meia-noite de Almodôvar

silvia

 

 

O cantar da meia noite.
É um cantar excelente
Acorda quem está dormindo
Melhora quem está doente

 

O projeto "Cantares da meia noite", tem como objectivo principal, dar a conhecer ao público que os ouve, as modas que se contavam e bailavam ( e ainda se cantam), na região do Campo Branco,
Zona de transição do Baixo Alentejo para a Serra do Caldeirão e o Algarve interior.

O grupo, é formado por:
António Gonçalves (voz, bandolim e guitarra);
Carlos Rosa (voz e percussão);
Pedro Mestre (voz e viola campaniça).

Todos eles, tem já algum calo nestas coisas das cantigas, fazendo qualquer um deles, parte de outros grupos que se dedicam a defender as tradições culturais das suas zonas de residência.

O seu repertório é constituído fundamentalmente, por temas tradicionais do Baixo Alentejo e de outras regiões do país, bem como de trabalhos de autoria dos próprios e de outros compositores portugueses.
A sua música é simples, sem cuidados exagerados, para que não possa fugir muito ao modo como era e continua a ser interpretada, nas suas respectivas zonas de pesquisa.

Pode dizer-se que, dá para os aturar com prazer, durante cerca de duas agradáveis horas.

Os Cantares da Meia-noite

 

Contactos:

 
  Cais da Ribeira, 3
7700-014 Almodôvar
Toy Gonçalves – 286 665 191 , 96 376 73 29
Pedro Mestre - 93 775 58 95 , E-mail: mestre90@hotmail.com
Carlos Rosa – 286 665 435, 96 526 31 52, E-mail: carosaclix.pt

21
Dez09

PAI

silvia

Quero ainda dormir no relento
das eiras da minha infância pobre ,
apanhar gafanhotos no restolho quente
e beber a água da tua infusa molhada .

Quero armar armadilhas espertas
no fofo da terra generosa
revolta pelo teu arado
e caçar cotovias desavisadas .

Quero ver a brancura dos montes
salpicando a paisagem ondulante dos trigais
e escutar a sinfonia sincopada das cigarras .

Quero ver o pôr do sol
rasgado pelo verde escuro das oliveiras
nas tardes mornas e pacatas,
adivinhando estrelas .

Quero ver ainda os rostos trigueiros
das mulheres alentejanas
no luto eterno dos seus lenços pretos
e tristes,
caiando , caiando , caiando , serenas .

Quero ver as raparigas da nossa aldeia
levando à cabeça cântaros e sonhos
e na cara ardente
rosetas de cantares antigos .

Quero olhar a planície,
relembrar tuas belgas e regos
em traçado retilíneo
e sentir agora,
orgulha da tua luta inglória .

Querocantar o canto triste
desse alentejo suado,
empunhando o brado da revolta
dessa nossa gente
deserdada ainda , da história e da terra .

Quero ainda pegar a tua mão já cansada
e nela abraçar fortemente,
os desenraizados que te ombrearam.

Quero enfrentar de vez
os sonhos sem esperança
da pobreza que me gerou
e gritar alto a repulsa
aos ouvidos esquecidos
desse noso pedaço sofrido .

Quero confessar aos ventos do alentejo
minhas saudades e minhas mágoas,
meu sofrer longíquo
e meu regresso pendente.

Quero sentir de novo a criança pobre
com os olhos do adulto,
para um rir chorar do passado presente,
para um chorar rir do passado ausente .

Quero voltar
e chorando calmamente ,
falar ao sol e à lua,
falar ao vento e à chuva,
do meu passado,
do meu presente .
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21
Dez09

SOU ALENTEJO

silvia

Sou a brisa alentejana
soprando mansinho
nas tardes das primaveras.
Sou o arado lambendo a terra
e a ceara verde namorando papoilas .

Sou o trigo maduro
no ciclo do pão,
rasgado na foice,
pisado na eira
chorado canção,
molhado feito suor
pingando canceira .

Sou o rosto marcado
e a mão calosa.
E o vinho novo na fuga do dia ,
na fuga da vida.
E a fuga no canto.
E a casa da malta .
E a casa do pranto .

Sou o choro parido do menino pobre
e o uivo do lobo na noite calada.
Sou o rosmaninho
e o malmequer
e a ovelha tranquila
e a lebre acossada .

Sou a velha figueira chorando doce
no olho do figo mel.
Sou o homem cansado cobrindo a mulher
no suor da faina
no fim da jornada .

Sou a andorinha de outras paradas
no choro das partidas,
no choro das chegadas.
Sou a partida além do Tejo.
Sou a chegada.
Sou Alentejo.
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21
Dez09

Saudades de Almodôvar

silvia

 

Saudades

Almodôvar terra singela
                        Na planície dourada
                      Nunca vi terra tão bela
                       Toda de branco caiada
                                 
                     Entre a serra e a planície
                      És um marco na fronteira
                       Passei minha meninice
                       Nesta terra soalheira
                                 
                      Que saudades desta terra
                     E dos tempos que lá passei
                     Situada à sombra da serra
                    É a terra que eu mais gostei
                                 
                      Recordo os bons jantares
                         E tudo o que comia
                     Não há melhores paladares
                     Do que na tua gastronomia
                                 
                      Que saudades desta terra
                     E das boas horas passadas
                   Lembra-me o medronho da serra
                        E as boas patoscadas
                                 
                    Se quero beber do bom vinho
                      Vou à tasca do Irlandês
                     Ele nunca nega um copinho
                      Bebe com todo o freguês
                                 
                     Hó compadre o que deseja?
                     Eu queria mais um copinho
                       Nunca nego uma cerveja
                      Ou um copo de bom vinho
                                 
                      Lembra-me tuas cantigas
                       Tudo recordo com amor
                    Desde o porte das raparigas
                        A uma esteva em flor
                                 
                       Tu és terra sem igual
                   Que trago em meus pensamentos
                    Tens um património cultural
                       Repleto de monumentos
                                 
                        Terra onde fui feliz
                     E recordo os bons momentos
                      Tal como a Igreja Matriz
                       Rainha dos monumentos
                                 
                  Não foi por não gostar da terra
                        Que eu me fui embora
                  Também o soldado vai p`ra guerra
                      E deixa quem mais adora
                                 
                      Tu pensas que me ofendi
                      Por me chamares serrenho
                      Tenho orgulho onde nasci
                     Sou Almodôvarense ferrenho
                                 
                   Que saudades da vida tranquila
                       Do tempo que já lá vai
                     Quero voltar à minha vila
                        Onde tenho mãe e pai
                                 
                      Pensas que ser emigrante
                      É sorte que Deus me deu
                     Não invejes a vida errante
                       Nem emigrantes como eu
                                 
                    Estou farto de ser emigrante
                      Quero voltar a Portugal
                     Vou deixar a vida errante
                       E voltar à terra natal


Manuel Alentejano - Sydney - Australia

Saudades
Portugal em Linha - a Comunidade Lusófona online - 21-Dez-2009

VERSOS DE

Manuel Mateus

Natural de Almodôvar 

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