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MEU ALENTEJO

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

MEU ALENTEJO

30
Ago10

Homens do Alentejo

silvia

Homens do Alentejo

Homem de olhar trigueiro
Tez de canela e avelã
Porte altivo, não é coisa vã
...Sua mão calejada no mês de Janeiro

Vive da terra, na terra morre
Parte pra longe mas sempre volta
Por mais que sorte lhe seja torta
Em passo lento, depressa corre
Trás na bagagem sonhos idos
Levou aos ombros tantos gemidos
De um Alentejo esvaído em sangue
Fugiu da guerra, morreu na luta
Enfrentou a sorte como quem chuta
Sonhos desfeitos pelo chicote
Gerou um filho, em liberdade
Cantou, gritou a igualdade

Homem moreno de um chão imenso
Preso no ser, no sol suspenso
Carrega nos ombros a sua terra
É Alentejo. És tu que geras
Os filhos idos nas primaveras
Lambuzas-te na terra há tantas eras

Olha o mundo, não diz nada
Escuta os jovens, sorriso largo
Porra gaiatos, não sabem que amargo
É um homem gritar de boca fechada.

Olha os jovens, ultimo adeus
São os seus filhos, são netos seus
Passa-lhe a terra, num arremesso
Cuidem bem dela, isso lhes peço.

Antonia Ruivo

Poemas e poetas Alentejanos mundo fora

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30
Ago10

Velhos do Alentejo

silvia

Velhos do Alentejo

Pelos campos soltos sem medo
Os sonhos de um homem de credo
Pé ante pé vai guardando em segredo
...Alqueires de pedras, perfazem rochedo

As rochas são força que transparece
Em cada pedra solta no baixio
São dores, anseios, são fascínio
De gente do campo, que tudo conhece

Sabe de cor a lua, a estrela polar
Sabe que amanhã o vento vai soprar
Sabe que o mocho pia á tardinha
E que aquela Maria é bonitinha
Sabe que os calos, são medalhas
Ganhas com garra, grandes batalhas
Sabe que o mundo há-de acabar.

Pelos campos escondidos em degredo
Os olhos negros, já se vão fechando
Está velho demais, e de quando em quando
Ainda passeia pelos olivais
Olha o sol, adeus até mais
Estou velho, cansado outras coisas tais
Ao Alentejo lego os meus ais
Em pó me deslasso, manhãs Outonais.


Antónia Ruivo

 

 

30
Ago10

ALENTEJO

silvia

ALENTEJO

Campos verdes que procurais uma definição pátria
Para a beleza que exalais
Que a vida germinada de vós
Exalte a grandeza desse imenso sonho colectivo
De dividir o trigo pela enxada!

Nas searas verdejantes
Nos montes batidos pelo sol
Da terra constante e vermelha
Como se o caudal da distância
Se derramasse em sangue pelo vosso povo
Ergue-se o grito suado
Como sinónimo da vida que rebenta em cada ramo
Hino de terra remexida
Alardeando a longevidade do Alentejo!

Aqui
A copa das árvores brinca com as nuvens
As urzes derramam em sombras o deleite
No desaguar perpétuo das espigas maduras

Oh terra!
Abri-vos ao apelo lançado pelas formosas cegonhas
Que planam pelo mais profundo da consciência!
Recordai neste sonolento passar do tempo
A pressa das sementes geradas no pão moído
Nos ancestrais moinhos de vento!
Que estes arrozais acordem
Para que numa opereta de Sado
Guadiana Mira e Atlântico
Ressurjam do mar os guardiões rochedos
Que colonizam a Vicentina Costa!
Que os estranhos corséis do passado
Trespassem com a mesma espada de sangue
A seiva brotada destes pinheiros mansos!

Acordai caótica árida beleza!
A melodia que se liberta dos grãos de areia
São hosanas
Na voz dos homens e mulheres que te bradam
Num conjunto total sonhador e profético!
Acordai oh vento cearense e cálido!
Conta as aventuras dos teus filhos em luta
Pelas pedras húmidas das ribeiras claras!

Levanta-te da laje fria Catarina!
Traz no regaço um filho e uma foice
No arado guerrilheiro
No grito de justiça
Na rendição serena das oliveiras negras!
Que Aljustrel produza
Gomas de encanto e fortuna
Com que amamente de sonhos
O suor toupeira dos seus homens!

Cantem os sobreiros a dança da chuva
Na aridez ainda desértica do próprio grito
Que se ergue na gravidez da terra!

Para quando a promessa de um acto de coragem
Que faça rejuvenescer na alma a certeza
Dos costumes de cortiça desta gente?

António Casado


 livro de poemas CLAMOR DO VENTO, com o poema intitulado ALENTEJO 

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30
Ago10

Escola Primària de Almodôvar 1 de Maio de 1973

silvia
Escola Primària de Almodôvar 1 de Maio de 1973
Foto de  Fernando Revès

  Manuel João Paixao, Augusto Guerreiro, João Bràs, Palminha, Augusto Alfaroubinha, Fernando Revès , Helder Cristina, Rui Cristina, Antonio Parrinha, João David, Zé Helder, Isidro Ramos, Zé Cabral, Chico Barôa, Francisco Ramos, Arlindo Caquinha, Pedro Bota, João Antonio, Chico Doutor, José Serafim .....

30
Ago10

Memorias de Almodôvar

silvia
Memorias de Almodôvar
Bete Cristina , Joana Bota
 
Por detrás da casa do Povo  se fazia o Teatro
Rosário, Lina, Sílvia, Arlinda,
 Fernandinha, e Bete Cristina
 casa do povo quando  andavam no curso  de fazer bordados , cozinhavam e depois faziam a exposição ,e também o teatro

Fotos de Bete Cristina
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28
Ago10

O Nosso Alentejo

silvia

 O Nosso Alentejo

Soltas espigas de teu olhar,
Lágrimas que a noite perdeu,
Palavras que soluças ao cantar
...O Alentejo que em ti nasceu.

Rasgas os campos com devoção
Em linhas escritas de amor,
Pois levas em teu coração
Tanto Sol e tanta dor.

Tuas mãos são livros abertos
Com histórias de bons avós,
São os cantos mais secretos
Que trazem alegria a todos nós.

As paredes de branco caiadas
Já esqueceram nossos olhos,
Mas deixaram-nos marcadas
As aventuras e todos os sonhos.

Nunca esqueças este paraíso
Nem que galgues o horizonte,
Pois terás sempre preciso
O cantar da água em cada fonte.

Querem tirar-nos o pão e a terra,
Secar o mais belo Alentejo,
Trocar a planície pela serra
E roubar-nos o último desejo.

Viver na paz deste sossego,
Ver o brilho doirado dos trigais
Amar a quem temos apego
E não chorar nunca mais.

Alemtagus

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=68147#ixzz0wnZEpDgA

22
Ago10

Meu Alentejo …

silvia
Papoilas vermelhas pelos montes.
Caminhos selvagens... Maduros !
Água azulada que corre pelas fontes ...
Oiro orgulho que dá o pão ... O trigo!
Alfaia que chora ... Chora comigo !
Ceifeira colhe a hora que passa.
Em hora divina ...
Alentejo do meu Coração ... Estou feliz!
Sou tua Menina!
Meus sonhos , meu Alentejo bonito ...
Os teus braços dentro dos meus abraços ...
Via Lactea fechando o Infinito.
A Seara dos teus beijos …
É Pão bendito!

Ao fundo da planície fica o povoado.
O riacho corre, e mata a sede ao gado,
que no montado está aconchegado.

... E eu á tua espera neste Alentejo enorme,
De olhos quietos a observar...
No silêncio da planície a escutar...
Sobreiro mestre que dorme...
Não vais partir ... Eu não vou deixar...

 

Luisa Raposo

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