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MEU ALENTEJO

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

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MEU ALENTEJO

06
Abr11

Esteva!

silvia

 

Esteva!
Não se cultiva a esteva, é planta brava.
Em latim, chama-se Cistus laudaniferum.
A flor é branca, amarela ao centro
e vaporosa, corra ou não a brisa...
As veredas estão cheias de esteva,
quando pela estrada passo, de automóvel.
Nos campos é vulgar, se abandonados.
Tem um cheiro pungente, masculino, urgente,
que lhe confere ardores afrodisíacos
e nada há de mais fascinante
do que um rol de esteva alentejana.
De resto, há muita esteva, lá não faltam
outras estevas menos agressivas,
como a esteva de flor cor de púrpura,
em tudo uma esteva feminina.

Digo: Esteva!
Sob o sol ardente, pétalas de neve
e uma abelha ao centro
e folhas verde-escuro, túrgidas de láudano.

Se queres subir ao céu,
põe o pé na esteva, a mão no sargaço:
Ala que é palhaço!

 

06
Abr11

Arco-Íris... no Alentejo

silvia
Arco-Íris... no Alentejo
Riscos de cor gravados no céu
Mostrando a harmonia da natureza
Cenário presente em qualquer sonho meu
Derivado da sua enorme beleza.

Como é deslumbrante o seu colorido
Que me transmite uma calma profunda
Faz-me esquecer este mundo sofrido
Que diariamente é massacrado de uma forma absurda.

O céu pincelado de cor
Capaz de proporcionar um sorriso num rosto desolado
Colorindo por momentos um dia de horror,
Vivido por alguém com o coração amargurado.

Perante tal cenário, tudo é possível imaginar
A alegria e a beleza das cores
Fazem os pássaros alegremente à sua volta voar
Bem como fazer despertar a beleza das flores.

Como é belo o céu a sorrir cheio de cor
Mesmo que seja por pouco tempo,
É capaz de fazer esquecer qualquer dor
Mesmo que seja por um breve momento.

06
Abr11

PRIMAVERA ALENTEJANA

silvia


PRIMAVERA ALENTEJANA

Rompe a aurora, nasce o dia
iluminando o montado.
Como um hino à alegria
ouve-se balir o gado.


Roxo, verde e amarelo,
olho à volta é o que vejo.
Não há nada assim tão belo,
ó meu querido Alentejo.


Refrão:
Lindos campos verdejantes
matizados de papoilas,
já não são como eram antes
mondados pelas moçoilas.

Perfumados de poejo
os campos de solidão,
é assim o Alentejo
que trago no coração.


O melro canta no silvado,
o grilo no buraquinho,
e eu por ti apaixonado,
Alentejo, meu cantinho.

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