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MEU ALENTEJO

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

MEU ALENTEJO

11
Jun11

Alentejo e várias terras do País

silvia


OUTROS LUGARES ONDE CANTEI
Alentejo e várias terras do País


 I
Cantei na vila de Mértola
e cantei na Corte Pinto
e na minha garganta fique
cantei na vila de Serpa
também cantei em Ourique.

II
Até cantei ao despique
com gentes da região
cantei em Vila de Frades
eu cantei em Almodovar
e cantei em Baleizão.

III
Eu também cantei em Brinches
e a minha voz pus à prova
era bom no meu trabalho
cantei em Aldeia Nova
também cantei em Ficalho.

IV
Eu até cantei nas Neves
é coisa que também fica
são coisas com muito jeito
cantei no Sobral da Adiça
e cantei em St. Aleixo.

V
Eu unca tive preguiça
andei por todos os campos
até cantei em Barrancos
sem sentir alguma dor
também cantei em Safaras
cantei em Sto. Amador.

VI
Eu até cantei em Cuba
cantei à minha maneira
estava sempre a cantar
nunca me doeu a pele
também cantei em Portel
e cantei em Marmelar.

VII
Também cantei em Torrão
são coisas que faz inveja
eu cantei naqueles campos
até cantei em São Manços
mas nunca cantei em Beja.

VIII
Cantei também em Reguengos
em dias de nevoeiro
e na aldeia do Outeiro
as coisas que a gente faz
sou um cantor verdadeiro
e cantei em Monseraz.

IX
Essa voz que Deus me dá
aos Sábados e aos Domingos
é esse o prazer que eu sinto
eu cantei à beira mar
e cantei em A. do Pinto.

X
Era um cantor distinto
Eu disso não tenho inveja
e digo do coração
que é doce como o mel
cantei na Póvoa de São Miguel
também cantei em Mourão.

XI
Nas minas de São Domingos
levei um corte de tesoura
e o meu amor assim seja
cantei também em Moura
e na vila Amareleja.

XII
Em Alqueva não cantei
Porque não fui convidado
Não sei por qual a maneira
mas cantei na Vidigueira
eu cantei em todo o lado
também cantei em Ferreira.

XIII
Cantei com boas maneiras
o doce parecia mel
senti o amargo do fel
mas fosse lá como fosse
eu cantei em Aljustrel.

XIV
Eu até tinha um anel
afinal não era teu
eu fui um homem com fama
eu cantei em Sta. Cruz
e também em Messejana.

XV
Em Grândola também cantei
cantei bem não cantei mal
cantei à minha maneira
eu fiz bem e não fiz mal
também cantei em Álcacer
 e acabei no Cercal.

 

manuelmbatista
 

11
Jun11

ALENTEJO DESPREZADO

silvia


 


 Alentejo desprezado
Deitaram-te ao desdém
Agora estás condenado
Não existe lá minguém.

E quando lá vamos ver-te
O vento sopra de norte
Eu vejo que padeces-te
Alentejo estás sem sorte.

Meu Alentejo querido
São tempos que já lá vão
Tu p'ra mim não estás esquecido,
Meu Alentejo querido
Estás no meu coração.
 
manuelmbatista

08
Jun11

Anedota Alentejana....

silvia

Encontram-se dois alentejanos.
Pergunta um deles: “Atão compadri, já
conseguiste a carta de condução?”
Responde o outro: “Na, chumbe.”
Pergunta
o primeiro: “Como é que foi isso?”
Resposta: “Ora cheguê a uma rotunda onde
tava um sinal a dizer 30!”
“E atão?”
“Dê 30 voltas à rotunda...”
“E
depois?”
“Chumbe.”
Diz o primeiro: “Atã? Contaste mal?”

08
Jun11

Alentejo Dourado

silvia

 


Alentejo de fogo, das ceifeiras
Lindas de outrora, que não voltam mais!
Ouvem-se ainda seus cantos nos trigais
...E os risos à sombra das oliveiras.

Eram das vastas planícies guerreiras,
Destras a esgrimir a foice e jamais
Rendiam-se aos dias de calor infernais,
De oiro os grãos distraiam-nas das suas canseiras.

Do teu ventre, ó dourado Alentejo,
Que em sonhos vagos, longínquos te beijo,
Nasceu a ceifeira, ternura de mãe!

Relembro a brancura das casas caiadas,
As ruas estreitas, ermas, empoeiradas...
Relembro o olhar meigo dos avós também.

(Luís R Santos 17/3/11)

08
Jun11

DEDICADA AO ALENTEJO

silvia

 

A historia do Alentejo
Tenho muitas para contar
Eu passei a mocidade
...Nos campos a trabalhar

Por eu ser alentejano
Vivo com este prazer
Tenho saudades a crescer
De quando eu era pequeno
Ha lembranças que eu condeno
Ha outras que eu invejo
Nas margens do Ribatejo
A onde o povo se juntava
Toda a gente là contava
Historias do Alentejo

Os campos abandonados
E por morrer a lavoura
No tempo da outra senhora
Eram todos semeados
Os cereais bem tratados
Para a produçao aumentar
Poucos querem trabalhar
O trabalho nao tem valor
De quando eu era agricultor
Tenho muitas para contar

So tinha herdades à renda
Para o bem ir adquirindo
Assim foi destruindo
A minha pouca fazenda
Tinha os produtos à venda
Dentro da validade
Por vender um pouco tarde
E dei fim à sementeira
Foi assim desta maneira
Eu passei a mocidade

Quando a manha rompia
Levantavam-se os feitores
E as vozes dos pastores
Alegrando o novo dia
Era um ramo de alegria
Ouvir o povo cantar
As mondinas a mondar
Recebiam os seus gaboes
Eram estas as tradiçoes
Nos campos a trabalhar

POETA POPULAR: Alexandre Sobral Lourenço.
POETA DO CANAL CAVEIRA.

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