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MEU ALENTEJO

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

MEU ALENTEJO

27
Set11

Os Malteses

silvia


A propósito de malteses, vou vos apresentar um texto que escrevi sobre essa gente, num episódio vivido na minha infância.
 
"Naquele dia de inverno, na década de 40 do século XX, tudo corria como habitual, no moinho do Gatão na ribeira de Oeiras.
 A água da ribeira era ludra o caudal era apreciável, mas não impedia que o moinho de água (azenha), desempenhasse a sua função de moer o trigo e a cevada necessária para o alimento de pessoas e animais.
 Já a segunda guerra mundial tinha terminado havia dois anos, mas as consequências da mesma ainda estavam omnipresentes.
 No inverno em geral não havia muito trabalho na agricultura e lá para os lados do Algarve, o tempo de inverno era péssimo para a pesca.
 Por esse motivo uma parte substancial da população, saía do Algarve e vinha todos os anos por esta época, tentar a sua sorte no Alentejo, deslocavam-se em grupos por essas estradas e veredas com mantas às costas e paus nas mãos para os apoiar durante as caminhadas.
 Paravam aqui e ali, pediam algo para comer, suplicavam a todos os lavradores, - era assim que se chamava aos agricultores – um pouco de pão e toucinho, por vezes almece, para sobreviver na longa marcha a caminho das terras mais produtivas, nos concelhos situados a Norte da ribeira de Oeiras e até à Zona Beja – as terras de barro - onde procuravam quem lhes desse trabalho na monda dos trigos.
 Por vezes para além da população trabalhadora e pacífica, apareciam uns grupos de gente, não muito habituada a trabalhos do campo e que se dedicavam a assaltar pessoas e montes e a quem as gentes do Alentejo apelidavam de malteses.
 Nesse dia já quase à noitinha, apareceu um grupo de 4 homens, de barba grande e roupas sujas e com alguns rasgões, que queriam para além de comida, acampar mesmo junto da arramada e do palheiro, que se situavam a cerca de oitenta metros mais a norte e onde dormia o macho, o muar que puxava a carrinha de transporte de trigo e farinha.
 O meu pai, que era o moleiro da azenha e dono do macho começou por não ver com bons olhos as movimentações dos mesmos. Eu que era pequeno, teria cerca de 5 anos, escondia-me pelos cantos com medo daquelas inesperadas e assustadoras visitas.
 O meu pai foi falar com os mesmos, no sentido de os dissuadir de pernoitarem na zona, o que não resultou e ao que os mesmos ripostaram que ficavam onde eles quisessem.
O meu pai veio embora contrariado, conversou com a minha mãe e a minha irmã mais velha do que eu, que o aconselharam a ter calma, enquanto eu não sabia onde me meter.
 Passados uns dez minutos, aqueles começaram a forçar a porta para entrarem na arramada, com o argumento de que estava muito frio no exterior e que queriam dormir no palheiro que sempre era mais confortável. Como se pressentia, que era uma desculpa para ter acesso ao macho, o qual poderiam querer roubar, começou a instalar-se um certo mal-estar que se agudizava à medida que estes gritavam cada vez mais alto e diziam mais palavrões.
O meu pai perante esta situação, deslocou-se ao interior do moinho, retirou uns sacos de trigo de uma pilha junto à parede e sacou da caçadeira, que lá estava escondida, carregou-a com dois cartuchos meteu mais alguns nos bolsos e saiu porta fora em direcção aos forasteiros.
A cerca de cinquenta metros dos mesmos, parou e gritou em voz alta, “senão vão embora a bem, vão a mal, não os quero aqui ”, e disparou um tiro para o ar e outro para próximo dos mesmos, que assustados saíram a correr e a rogar pragas e palavrões pelo caminho."
 
Foi assim que tudo regressou à paz habitual e pela noite dentro apenas se ouvia a água a correr pelo enxogadouro e o ruído das mós na sua tarefa de moer os cereais.

Para o grupo Alentejo Terra e Gente
Francisco Teixeira Colaço

26
Set11

Almodôvar Portugal

silvia

ALMODÔVAR, a vila de Almodôvar situa-se no Baixo Alentejo, entre a Serra do Caldeirão e a dourada planície alentejana, marcando a transição entre o Alentejo e o Algarve. com caracteristicas maioritáriamente agrícolas é uma vila pacata, histórica e tradicional, marcada pela tipica calmaria desta região. A igreja matriz é o mais imponente monumento da Vila, na simplicidade das suas colunas toscanas, na riqueza dos altares laterais e na sumptuosidade do altar-mor, mandado construir por D. João V.
Encontramos também o Convento de Nossa Senhora da Conceição, fundado em 1680 por Frei José Evangelista. Situado junto à Torre do Relógio, no centro da vila , encontra-se o Museu da Escrita do Sudoeste. Inaugurado em Outubro de 2007, o MESA (também conhecido como Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar) conta com alguns dos mais importantes achados arqueológicos epigrafados com caracteres da escrita do sudoeste. Inscrições sobre pedra que contam a História da Península Ibérica. Entre os tesouros, encontram-se estelas funerárias, túmulos em pedra de xisto, peças de cerâmica e artefactos de culto funerário.*carl0spais*YouTube 2011
Recomenda-se uma visita.

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The village of Almodovar is located in the Lower Alentejo, between the Serra do Caldeirão and the golden plains of Alentejo, marking the transition between the Alentejo and Algarve. It is an agricultural and quiet town, historical and traditional. The church is the most imposing monument in the village, in the simplicity of its Tuscan columns and the richness of the side altars and the sumptuousness of the high altar, built by King John V.
It also have the Convent of the Immaculate Conception, founded in 1680 by Father José Evangelista. Situated next to the Clock Tower in the town center, is the Museum of Southwest Writing. Opened in October 2007, MESA (Southwest Writing Museum of Almodovar) has some of the most important archaeological facts of written characters headed to the southwest. Inscriptions onstone that tell the history of the Iberian Peninsula. Among the treasures are funerary steles, stone slate tombstones, pottery and funerary artifacts of worship.*carl0spais*YouTube 2011

 

25
Set11

Pão de ló de Almodôvar

silvia

 

Pão de ló de Almodôvar

6 ovos
1 chav.de açucar
1 chav. de farinha
... banha

separe as gemas das claras
bata as gemas com o açucar até o creme começar a aclarar, depois junta a farinha, mexa muito bem para ficar uma massa lisinha, por fim adicione as claras batidas em castelo muito firme. unte a forma com a banha e polvilhe com a farinha, verta o preparado numa forma e vai cozer em forno bem quente durante meia hora.

bom apetite

25
Set11

Amigos do Grupo ATG no Encontro na Senhora da Cola /Ourique

silvia

A igreja da Nossa Senhora da Cola/Ourique

 

ENCONTRO.....

Porque estivemos hoje aqui?
Porque te amamos ALENTEJO
Tenho saudades de ti
No tempo que não te vejo

Temos saudades de ti
Do teu ar...do teu cheiro
Do teu sol dos teus pastos
Das estevas e do sobreiro

Dos pássaros a chilrear
Das belas cores do campo
Da brisa que vem beijar
Nosso rosto com encanto

Estivemos unidos aqui
Para te homenagear
Para te dizer Alentejo
Que um dia vamos voltar

A ti Alentejo...
Muito te devemos
Por toda a nossa vida
Tudo te agradeçemos....

24-9-2011-GB

A igreja da Nossa Senhora da Cola

 A igreja da Nossa Senhora da Cola

 amigos do ATG ,no piquenique de ontem na Senhora da Cola

 no convivio

 No pic-nic Castro da Cola 24 de Setembro de 2011

  No pic-nic Castro da Cola 24 de Setembro de 2011

  No pic-nic Castro da Cola 24 de Setembro de 2011

 

 O senhor Jezuino e as suas anedotas

 Dr. Jose Guerreiro o administrador do Grupo Alentejo Terra e Gente

 

 

«»Graca Basilio dedicou este poema ao Alentejo e a todos os Amigos presentes no Pic-Nic do dia 24 de Setembro de 2011«»

Foi um dia feliz
Para todos nós então
Com ingredientes de amor
Sorrisos e união
Comida com fartura
Para o corpo alimentar
Muito mais para a alma
Em castro da cola vivemos
Momentos de diversão
Na bela paisagem calma
Tocamos sorrisos
Palavras e opiniões
E como estavam alegres os nossos corações....
Matamos saudades
Revemos amigos
Sentimos a nostalgia
Dos tempos antigos
Tempos de juventude
Que naquele lugar vivemos
Fomos ao nosso interior
Falar do que não esquecemos
Todos em sintonia
Vivendo o mesmo sentir
Com alguma nostalgia
Pelo momento de partir
Ao mesmo tempo alegria
Do novo encontro que há-de vir....

25-9-2011-GB

24
Set11

Piquenique de Amigos Alentejanos Sábado, 24 de Setembro · 10:00 - 20:00

silvia

 

PIQUENIQUE

Amanhã,todos os caminhos
Seguem na mesma direção
Para sul vão direitinhos
... No alentejo se encontrarão

Castro da Cola,vai receber
O evento tão esperado
E os amigos conhecer
Que vão chegar de todo o lado

Vai ser um dia muito lindo
A animação não faltará
Com todo mundo reunido
Só a alegria reinará

Belas vozes vão lá estar
Todas juntas se farão ouvir
E em melodia recitar
A poesia e cantar
Vão estar todos a sorrir

Será um lindo piquenique
Que deixará recordações
Lá pros lados de Ourique
Não há ninguém que em casa fique
Vão animar seus corações...

M.Medeiros     24/09/2011
Piquenique de Amigos Alentejanos Sábado, 24 de Setembro · 10:00 - 20:00
Santuário de Nossa Senhora da Cola - Aldeia de Palheiros - Ourique
Os Alentejanos voltam novamente às suas origens com muita alegria e boa disposição para que este dia perdure na memória de todos os participantes!

EMENTA
Carne de porco e frango grelhados
Moleja
Salada mista, caldo verde, batata frita de pacote, pão alentejano e fruta (melão)
Sumos, água, vinho ...

Todos os amigos devem levar:
pratos, conjunto completo de talheres, faca individual, tigela para caldo verde, copos, toalha, guardanapos

Cada AMIGA deve levar um doce/sobremesa/bolo..

DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO - 20 de SETEMBRO
O Preço a pagar será em função do número de participantes.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS OS AMIGOS QUE TÊM ORGULHO EM SER ALENTEJANOS E TRAZEM O ALENTEJO NO CORAÇÃO!!!!

A Animação Musical será feita por um Acordeonista e haverá Karaoke para quem quiser participar!!!

ORGANIZADORES: Custódio Canilhas e António Manuel Pereira
SECRETÁRIA: Arminda Palma
 
 

 

23
Set11

coelho bravo a Almodôvar

silvia

coelho bravo a Almodôvar 
ingredientes
1 coelho bravo vinho branco - 1 cálice
... 1colher de banha
4 dentes de alho esmagados
2 folhas de louro
sal q.b

corta-se o coelho aos bocados e tempera-se com o vinho, alho, o louro e o sal e deixa-se marinar algumas horas.
numa frigideira derrete-se banha, junta-se o coelho até fritar ligeiramente, acrescenta-se a marinada e deixa-se estufar. serve-se com batatas fritas as rodelas e arroz seco

23
Set11

O Alentejo Imenso

silvia

 

O Alentejo Imenso
Este Alentejo imenso
Em que cada um amanhece
No trigo que amadurece
Entre Girassóis
... De tantos Sóis
Em que o trabalho acontece
Este alentejo imenso
Que sem um lamento
Carrega os fardos
Sem um queixume
Como se fossem dardos
Dos feixes de lume
Guardados em esperança
Na procura da bonança
Das uvas que choram
Esmagadas em sucolento
No lagar sem um lamento
Do vinho e do azeite
Mas também do pão e do leite
Este alentejo imenso
Da caça de mão cheia
Na procura e aventura
Nos vales e montes
Para lá daqueles montes
Para lá daquelas fontes
Quando nos campos anoitece
 do livro a Vida o Amor e o Poema de ..José António Luis Ribeiro

21
Set11

...

silvia

 

Ela canta, pobre ceifeira,
Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,
...
Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.

Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.

Ah, canta, canta sem razão !
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração
A tua incerta voz ondeando !

Ah, poder ser tu, sendo eu !
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso ! Ó céu !
Ó campo ! Ó canção ! A ciência

Pesa tanto e a vida é tão breve !
Entrai por mim dentro !
Tornai Minha alma a vossa sombra leve !
Depois, levando-me, passai !


Poema de Fernando Pessoa

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