Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MEU ALENTEJO

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

MEU ALENTEJO

06
Jun10

ALENTEJO

silvia

Outro é o tempo
outra a medida



Tão grande a página
tão curta a escrita.



Entre o achigã e a perdiz
entre chaparro e choupo



tanto país
e tão pouco



Manuel Alegre, Alentejo e Ninguém

01
Mai10

Alentejo

silvia

Alentejo

ALENTEJO PLANÍCE DOURADA.
COM TEUS CAMPOS FLORIDOS.
OUTRA BELEZA NÃO HÁ IGUAL!
ÉS PINTURA DA NATUREZA.
QUE TEM O NOSSO PORTUGAL.

QUANDO CHEGA A PRIMAVERA
COMO É BELO O QUE VEJO.
SÃO AS CORES DO ARCO IRIS
CORES DO NOSSO ALENTEJO

ALENTEJO É UMA AGUARELA.
QUE DEUS MANDOU PINTAR!
É DAS TELAS MAIS BELAS,
QUE SE PODE ADMIRAR.

ALE...NTEJO TUAS VILAS E ALDEIAS,
são COM PINTURA ORIGINAL
CASAS DE BRANCO E AZUL CAIADAS
NOUTRA REGIÃO NÃO HÁ IGUAL.

 

Leo Marques

glitzer_linie/floralbar-010.gif

24
Mar10

ALENTEJO

silvia

Há versos e poemas pelo ar

canções de amor florindo em cada ninho

giestas de olhos doces a sonhar

disputando perfume ao rosmaninho.

Num gesto meigo tonto
de carinho

a brisa embala a seara devagar

e as árvores extenuadas
de mansinho

adormecem nos braços do luar.

Ficou na tarde o monte ensolarado

a sede rude o gesto
dem...entado

pelo desejo da fonte voluptuosa.

Não é mais sangue
agora o Alentejo

na noite palpitante é como um beijo

perdido numa boca
sequiosa.
MANUELA LEITÃO

07
Mar10

Alentejo

silvia

Terra parida,
Num parto repousado,
Por não sei que matrona natureza
De ventre desmedido,
Olho, pasmado,
A tua imensidade.
Um corpo nu, em lume ou regelado,
Que tem o rosto da serenidade.

POEMA DE MIGUEL TORGA

glita47.gif

09
Fev10

Alentejo

silvia

AlentejoTerra parida,
Num parto repousado,
Por não sei que matrona natureza
De ventre desmedido,
Olho, pasmado,
A tua imensidade.
Um corpo nu, em lume ou regelado,
Que tem o rosto da serenidade.

Poema de José Régio

glitzer_linie/glitter_113.gif

02
Jul09

Alentejo, meu Alentejo!

silvia

Alentejo, meu Alentejo!

Alentejo dos loiros trigais
Onde os ceifeiros cantam madrigais.
Alentejo, planura sem fim
Que, cabes todo, dentro de mim!

Mais do que a neve da serra,
Mais do que a espuma do mar,
O Alentejo é brancura
Á luz branca do luar.
Solidão do Alentejo!
Fontes, cruzeiros e alminhas
Cantam ralos e cigarras
No silêncio das tardinhas.

O pastor do Alentejo
Encostado ao seu cajado
Vai namorando a campina
Que é a mesa do seu gado.
Olhos vagos e profundos
Num sonho, distante, imersos,
Há neles mais poesia
Do que num livro de versos!

Alentejo das debulhas,
Das ceifeiras e dos montados,
Dos ranchos de mondadeiras
Fieis aos seus namorados.
E do cavador tisnado
P'lo sol quente do meio-dia,
Rude, franco e altivo,
Fiel á sua Maria.

Alentejo dos sobreiros,
Azinheiras e olivais
Alentejo, minha terra,
Eu quero-te sempre, mais!
Alentejo das searas
Em Abril a ondular!
E das chaminés, branquinhas
Ao sol-posto a fumegar.

Dos tarrinhos de cortiça,
Das samarras e safões,
Dos pastores e dos morais,
Dos manajeiros e dos ganhões,
Símbolos deste Alentejo
Que eu, p'ra bem poder cantar,
Hei-de beijar a planície
De joelhos, a rezar.



Autor : Maria Águeda Lopes Roseiro

26
Jun09

Alentejo, Limpando o Trigo,

silvia

Alentejo
Lingua e Cultura nos meados do sec. XX
Badejar- Limpar o trigo com o crivo para tirar algumas impurezas.
Caleira- Peça de couro com que os ceifeiros, no Alentejo, resguardavam a mão esquerda dos cortes da foice que manejavam com a mão
Ceifar- Cortar cereais ou outros vegetais com foice, gadanha* ou máquina ou outro instrumento apropriado. Cortar, segar.
Ceifeira- Mulher que trabalha na ceifa, que sega as searas; máquina para ceifar
Ceifeiro- Homem que trabalha na ceifa, que sega as searas.
Coanha- Palhiço. Vassoura feita de giesta verde com que na eira se separam do grão os detritos da palha, que na limpa, atirando com pás de madeira o cereal contra o vento, sempre ficam mais ou menos no monte de trigo ou centeio já limpo. Coanho. Conho.
Cereal- Relativo a pão, próprio para pão. Designação aplicada a qualquer semente ou fruto capaz de ser reduzida a farinha rica em amido e susceptível de ser empregada na alimentação do homem e às plantas que a produzem. Os principais cereais, que pertencem quase exclusivamente à família das gramíneas, são: o trigo, cevada, centeio, aveia, arroz, os vários milhos e o sorgo. A sementeira de cereais(trigo, centeio, cevada e aveia) fazia-se do seguinte modo: Atava-se a ponta de uma corda ou cordel a uma parte de um saco e a outra ponta ao fundo do mesmo saco, do mesmo lado, pondo-se o saco à tiracolo, sobre a anca esquerda, com a boca para a frente. O agricultor vai andando, com passo certo e com a mão direita, vai buscar à boca do saco punhados de grão que, com arte, espalha por igual sobre todo o terreno.
Debulha- Operação que consiste na separação das espiga dos grãos de milho, trigo, centeio, cevada ou aveia, ou das vagens secas o feijão ou grão de bico, trabalho feito nas eiras ou em casa.

 

07
Mai09

Alentejo, ai solidão

silvia

Alentejo, ai solidão
Solidão, ai Alentejo
Pátria que à força escolhi !
Quando cheguei, quiz-te mal,
Alentejo-ai-solidão...
Julguei eu que te quiz mal.
Chegava do vendaval
Tão cego que nem te vi !

Alentejo, ai solidão,
Solidão, ai Alentejo,
Adro da melancolia!
Tua tristeza me pesa,
Alentejo-ai-solidão...
Quanto, às vezes, me não pesa!
Mas fora de essa tristeza,
Pesa-me toda a alegria.

Alentejo, ai solidão
Solidão, ai Alentejo
Meu Norte-Sul-Este-Oeste
Voltei ferido da guerra!
Alentejo,-ai-solidão...
Faminto voltei da guerra!
Mendiguei de terra em terra,
Esmola, só tu ma deste.

Alentejo, ai solidão
Solidão, ai Alentejo
Oceano de ondas de oiro!
Tinha um tesoiro perdido
Alentejo-ai-solidão...
Que eu já dera por perdido!
Nos teus ermos escondido
Vim achar o meu Tesoiro.

Alentejo, ai solidão
Solidão, ai Alentejo
Convento do céu aberto !
Nos teus claustros me fiz monge,
Alentejo-ai-solidão...
Em ti por ti me fiz monge.
Perdeu-se-me a terra ao longe,
Chegou-se-me o céu mais perto.

Alentejo, ai solidão
Solidão, ai Alentejo
Padre-nosso de infelizes!
Vim coberto de cadeias,
Alentejo-ai-solidão...
Coberto de vis cadeias !
Mas estas com que me enleias,
Deram-me asas e raizes.

(José Régio)

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D