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MEU ALENTEJO

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"

MEU ALENTEJO

07
Jul15

Alentejo, silêncios que falam!

silvia

Alentejo, silêncios que falam!

Oh, Alentejo
Alentejo
Terra minha e dos meus pares
Onde o tempo passa lento
Passa lento e devagar.

Passa lento e devagar
À sombra da azinheira
Onde o vento sopra o silêncio
Da solidão minha companheira.

Aqui sou rei
De horizontes
Conquistador de sóis poentes
Poeta de cheiros e cores
Filho de boas gentes
Neste Alentejo querido
Onde o tempo passa lento
Passa lento e devagar.

Passa lento e devagar
Quando me deito na noite
Sem pressa de acordar
Mesmo que por muito me afoite
Sei que estou a sonhar
Neste Alentejo querido
Onde o tempo passa lento
Passa lento e devagar.

Passa lento e devagar
Dentro do meu coração
Amores, simples ilusão
Que já não quero conquistar
Porque, hoje, só me resta amar
Este meu Alentejo querido
Onde o tempo passa lento
Passa lento e devagar.

Bravo

 

Foto de

José Bravo Rosa

15
Out12

ALENTEJO, MEU AMOR

silvia

ALENTEJO, MEU AMOR

Dentro de ti nasci Alentejo da m'alma
de planícies e casas brancas, sol escaldante e gente calma
Em ti, tudo me encanta, terra onde fui criada
de criança me fizeste mulher e em mulher por ti sou amada.
Não me peçam que te esqueça pois amar-te não é um fardo.
Tu dás, nada recebes, és um amante conformado.
Dentro de ti morrerei e meu corpo te entrego
por entre planícies e casa brancas,
encontrarei o meu sossego.

26
Mar11

Alentejo

silvia

Alentejo

São os sabores e aromas que sabiamente são transformados em sabores!
A gastronomia é um dos melhores cartões de visita do nosso Alentejo.
São os queijos de ovelha e de cabra, sendo o mais tradicional o de Serpa, são os presuntos, enchidos e sobretudo os de Barrancos preparados a partir do porco preto, muito apreciado em toda a região. Também muito apreciado, o pão de trigo com o qual juntando-se ervas aromáticas tais como: Coentros, poejos, orégãos, hortelã, e outros elaboram-se deliciosos pratos, como: Migas, sopa de tomate, gaspacho, ensopado de borrego, carne do alguidar, sopa da panela, sopa de beldroegas, sopa de cação e açorda de alho com bacalhau, cozido de grão, pratos de caça, são alguns dos cozinhados eleitos no Alentejo, mas há mais!....

13
Fev11

Alentejo

silvia
Alentejo

Rasgam-se sulcos
Em terra dobrada à mão
Por homens gerados
Por sóis abrasadores
E frios intensos.
Metamorfoses
De terra e sangue
De sal e de água.
Alquimia
De um Deus maior
Castigador.
Horizontes de um povo
Sofredor
Mas belo.

Jose Bravo Rosa

23
Jan11

Alentejo

silvia
Alentejo

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar… E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos… só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava… mas com quem?»

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão… Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?
Santana-Maia Leonardo
http://aracadoalentejano.blogspot.pt/
(http://www.editorialminerva.com/Santana-Maia-Leonardo.html)


20
Jan11

Minha querida magana…

silvia
Minha querida magana…
Desda aquela vez da palha naquele monti
Que aqui ficastes escarrapachada na minha alembradura.
Atão na foi tão bom? Diz laa?!
...Candolho pra ti com esses bêços de mula,
O mê coração prega purradões nas costelas,
Parece um trator a arrencar ecalitros naquela charneca.
Se mamares comé tamo,
Se machares come tacho
Vamos pedir a tê pai cacete o nosso acasalamento.
Gosto de ti, pôrra!!!

20
Jan11

Alentejo Raiano

silvia

 

Esta é a vasta planície alentejana
Uma terra doirada, quente, sofrida
Estes campos cheios de azeite, de pão… e de vida
...Neste Alentejo profundo, zona raiana.

Ao longe vê-se a Espanha… ”Nuestra hermana”
Campos a perder de vista… grande avenida
Paisagem idílica, bucólica… aqui esquecida
Tão nossa… Tão portuguesa… não Castelhana!

Terra tão agreste, tanto suor, lágrimas, sofrimento
Celeiro da nação… tantas vezes no esquecimento
Moura encantada em teu castelo de paixões…

Esta planície é de todo um povo em oração
Que do nada criou vida, vinho… o nosso pão
Alentejo Raiano, sonho, ilusões!...

Dinis Muacho
 

09
Nov10

Cantadeiras Alma Alentejana «Rumo ao Sul»,

silvia

As Cantadeiras da Alma Alentejana (Almada), em Alter do Chão no passado dia 25 Setembro, a animar a cerimónia de Homenagem ao 1º Presidente da Alma Alentejana Dr. Simas Abrantes, entoando a Moda «Rumo ao Sul», um original do Grupo, incluída no seu 2º CD recentemente editado.
O Alentejo não tem fim!



17
Out10

ALENTEJO

silvia
ALENTEJO

A lua que te ilumina,
Terra da cor dos olhos de quem olha!
A paz que se adivinha
Na tua solidão
Que nenhuma mesquinha
Condição
Pode compreender e povoar!
O mistério da tua imensidão
Onde o tempo caminha
Sem chegar!...
Miguel Torga
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30
Ago10

ALENTEJO

silvia

ALENTEJO

Campos verdes que procurais uma definição pátria
Para a beleza que exalais
Que a vida germinada de vós
Exalte a grandeza desse imenso sonho colectivo
De dividir o trigo pela enxada!

Nas searas verdejantes
Nos montes batidos pelo sol
Da terra constante e vermelha
Como se o caudal da distância
Se derramasse em sangue pelo vosso povo
Ergue-se o grito suado
Como sinónimo da vida que rebenta em cada ramo
Hino de terra remexida
Alardeando a longevidade do Alentejo!

Aqui
A copa das árvores brinca com as nuvens
As urzes derramam em sombras o deleite
No desaguar perpétuo das espigas maduras

Oh terra!
Abri-vos ao apelo lançado pelas formosas cegonhas
Que planam pelo mais profundo da consciência!
Recordai neste sonolento passar do tempo
A pressa das sementes geradas no pão moído
Nos ancestrais moinhos de vento!
Que estes arrozais acordem
Para que numa opereta de Sado
Guadiana Mira e Atlântico
Ressurjam do mar os guardiões rochedos
Que colonizam a Vicentina Costa!
Que os estranhos corséis do passado
Trespassem com a mesma espada de sangue
A seiva brotada destes pinheiros mansos!

Acordai caótica árida beleza!
A melodia que se liberta dos grãos de areia
São hosanas
Na voz dos homens e mulheres que te bradam
Num conjunto total sonhador e profético!
Acordai oh vento cearense e cálido!
Conta as aventuras dos teus filhos em luta
Pelas pedras húmidas das ribeiras claras!

Levanta-te da laje fria Catarina!
Traz no regaço um filho e uma foice
No arado guerrilheiro
No grito de justiça
Na rendição serena das oliveiras negras!
Que Aljustrel produza
Gomas de encanto e fortuna
Com que amamente de sonhos
O suor toupeira dos seus homens!

Cantem os sobreiros a dança da chuva
Na aridez ainda desértica do próprio grito
Que se ergue na gravidez da terra!

Para quando a promessa de um acto de coragem
Que faça rejuvenescer na alma a certeza
Dos costumes de cortiça desta gente?

António Casado


 livro de poemas CLAMOR DO VENTO, com o poema intitulado ALENTEJO 

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